domingo, 18 de setembro de 2011

Razão da ausência

Não desisti de ler, aliás é uma das coisas que mais gosto de fazer... No entanto, não tenho tido grande disponibilidade e vontade para escrever acerca do que leio.

Apesar de parecer fácil é uma tarefa que requer um certo pensamento, uma vez que tem de se criar um texto coerente e que aborde os tópicos mais importantes do livro, para que se consiga dar uma ideia do que o livro transmite. Sem dúvida que é um excelento exercicio mental e que mal não faz, no entanto, com a faculdade e outras actividades o pouco tempo livre que tenho gosto de dedicar a outras coisas.

Ainda não desisti deste blogue, e se arranjar a força de vontade, escreverei aqui as análises aos livros que vou lendo. Estou longe de escrever como um profissional, bem pelo contrário sou do mais amador que pode haver, no entanto, o gosto pela leitura é equivalente a alguém já experiente nestas andanças.

Como gosto de escrever, mantenho este projecto em stand-by acreditanto que voltarei a pegar nele, noutra altura.

Não foi o ano em que mais livros li, mas até agora já foram mais uns quantos para alem do Codex 632

E só para ter também uma ligeira noção do que li até agora:

-Codex 632
-The Spook's Nightmare
-The Spook's Sacrifice
-Oblivio
-O Regresso do Assassino
-Os Dilemas do Assassino
-O Mago


E neste momento estou a ler:

A Dança dos Dragões

sábado, 29 de janeiro de 2011

Duna

Título original: Dune (1965)

Autor: Frank Herbert
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emer­gên­cia
Nº de Páginas: 576


Sinopse: "O Duque Atreides é enviado para governar o planeta Arrakis, mais conhecido como Duna. Coberto por areia e montanhas, parece o local mais miserável do Império. Mas as aparências enganam: apenas em Arrakis se encontra a especiaria, uma droga imensamente valiosa e sem a qual o Império se desmoronará. O Duque sabe que a sua posição em Duna é invejada pelos seus inimigos, mas nem a cautela o salvará. E quando o pior acontece caberá ao seu filho, Paul Atreides, vingar-se da conspiração contra a sua família e refugiar-se no deserto para se tornar no misterioso homem de nome Muad'Dib. Mas Paul é muito mais do que o herdeiro da Casa Atreides. Ao viver no deserto entre o povo Fremen, ele tornar-se-á não apenas no líder, mas num messias, libertando o imenso poder que Duna abriga numa guerra que irá ter repercussões em todo o Império..."



Após ter lido várias críticas e opiniões acerca deste livro, e de inúmeras vezes o ter visto nas livrarias, decidi comprá-lo, com o intuito de lhe dar uma hipótese. Confesso que não era um livro que me atraísse muito assim de vista e de sinopse mas a verdade é que acabou por ser um dos livros que mais gostei de ler.

Em relação ao livro propriamente dito, "Duna" é o primeiro livro de uma série escrita por Frank Herbert, sendo que os volumes seguintes ainda não foram publicados (Dune Messiah, Children of Dune, God Emperor of Dune, Heretics of Dune e Chapterhouse: Dune).

Duna é o nome mais comum, utilizado para denominar o planeta Arrakis, um planeta árido e deserto, com condições pouco propícias à vida, em que toda a água tem de ser aproveitada. Este planeta é habitado por um povo chamado fremen, os quais desenvolveram tecnologias e hábitos um pouco peculiares, mas que são essenciais para a sua vivência neste planeta. Hábitos esses como andar sempre com um fato destilatório(aproveita virtualmente toda a água libertada pelo nosso organismo, purificando-a e permitindo a sua reutilização), dormir de dia e realizar as tarefas necessárias à noite, aproveitar os próprios cadáveres para extracção da sua água corporal, entre outros...
No entanto é também o único planeta que possui uma droga chamada "melange" que confere capacidades especiais a quem a consome, nomeadamente clarividência, aumento da esperança de vida, entre outros. Assim, apesar de ser um planeta inóspito é um planeta bastante cobiçado, pois quem o governa controla o comércio da droga, e por consequência, detém assim um poder e riquezas inigualáveis.

No Universo criado pelo autor, existem diversas Casas Nobres, as quais devem obediência e respeito a um imperador (Padixá). O governo do planeta Duna é alternado entre diversas Casas Nobres, sendo que é nesta situação que a história do livro se ínicia. A Casa Atreides, liderada pelo Duque Leto Atreides é encarregue de governar este planeta, o qual era anteriormente controlado pelos inimigos mortais desta Casa (os Harknonnen).
Somos assim colocados no meio de uma intríga política, dominada por jogos de interesse e poder, entre estas duas casas. Em que há constantes tentativas de assassínio dos Atreides por parte dos Harkonnen.

É assim, neste cenário inóspito, num planeta desértico, cheio de inimigos e sem poderem confiar em praticamente ninguém, que Leto, Jessica (sua mulher) e Paul (filho), se vêem colocados.
O enredo desenvolve-se a partir daqui e portanto não irei revelar muito mais, ficando a vosso cargo a descoberta do que se irá passar.

No que diz respeito à escrita, a tradução está muito boa e nota-se bastantes vezes o esforço que o tradutor fez para se manter fiel à escrita do autor. Apesar de no ínicio o enrendo se desenrolar de uma forma mais lenta e para mim um pouco menos interessante, passadas algumas páginas começa a desenrolar-se de uma forma muito mais fluída e interessante, acabando por nos cativar.
Talvez um dos poucos defeitos que tenha a apontar ao livro e uma das razões para o início não ser tão interessante é o facto do autor utilizar diversas palavras e termos que não fazem parte do nosso vocabulário, ou seja, palavras que denominam ou descrevem determinados acontecimentos ou lugares que não são verdadeiros(para nós). Para nos ajudar a "decifrar" é incluído no final do livro um pequeno glossário com a explicação de diversas palavras, no entanto, a velocidade com que nos são mostradas estas palavras no início, gera alguma confusão e repetidas idas aos glossário.
Com o avançar da história começamos a ficar mais ambientados a essas palavras e até a conhecer algumas e portanto, o glossário deixa de ser necessário.
Isto é apenas um pequeno pormenor, que não apreciei tanto, mas nada que faça uma pessoa deixar o livro por ler.

A leitura é bastante interessante e a forma como o autor nos consegue transmitir os pensamentos de cada personagem permite-nos ter uma consciência de tudo o que se está a passar durante o desenrolar da história e dos diversos pontos de vista das personagens, o que a meu ver, torna a leitura muito mais entusiasmante e cativante.

O Universo criado por Frank Herbert é imenso, e muito pouco é explorado neste livro, sendo que apenas ficamos com uma noção mais detalhada de Arrakis.

Em suma, aconselho a este livro a quem goste de ficcção científica e não só, pois se os amantes do genéro rapidamente ficarão cativados, outros que não façam deste genéro o seu preferido, certamente irão gostar do enrendo e da leitura, pois é um livro bem concebido, com uma boa história e a acção.

Fico assim à espera da publicação dos próximos volumes, os quais sem sombra de dúvidas irei comprar.


Nota final: 8/10

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!


 

 Desejo a todos um natal com muita sáude, alegria e algumas prendas, de preferência Livros! =)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

When the Eagle Hunts

Após uma longa ausência...
Não, não desisti deste blogue, apenas tenho lido muito pouco tendo em conta que tenho andado mais ocupado e nos tempos livres me tenho dedicado a outras actividades.

Mas sempre que posso e termino um livro venho cá dar a minha opinião acerca dele. 



Título original: When the Eagle Hunts

Autor: Simon Scarrow
Editora: Headline
Nº de Páginas: 448


Sinopse: "It is the winter of AD 44 and after a series of bloody battles, Camulodunum (modern-day Colchester) has fallen to the invading Roman army.
As General Vespasian, legate (Legatus legionis) of the Second Legion, helps plan their next campaign, General Plautius's wife and children are shipwrecked in a storm. They fall into the hands of a dark sect of Druids who now demand the return of their brotherhood taken prisoner by the Romans.
Two soldiers (Centurion Macro and Optio Cato) volunteer from the Second Legion of Legate Vespasian to venture deep into hostile territory in an attempt to rescue the prisoners before they are sacrificed to the Druid's dark gods. Will Cato and Macro discover where the Druids are hiding their hostages? Can they find some way to rescue them before the time runs out?"

 Há já algum tempo que vejo os livros deste autor e há muito que tinha a intenção de comprar um para experimentar, pois é um estilo que eu gosto e já tinha lido boas críticas.
Numa das minhas idas à Fnac e na procura de um livro, encontrei numa secção de livros com desconto, este livro pela módica quantia  de 5 euros e dedici aproveitar, pois assim satisfazia a  minha curiosidade e não pesava muito na carteira.

Agora falando do que realmente interessa...
Este livro penso que seja um dos últimos desta colecção que acompanha a vida de um Centurião Macro e do seu Optio Cato em diversas missões. Digo isto pois ao longo do livro, são referidas histórias que aconteceram antes e que revelam que esta história se passa num tempo mais avançado em relação a outros livros da colecção.

De qualquer forma, não ter lido os livros anteriores não é de todo impedito, de compreender a história deste e de a conseguir acompanhar.
A história desenrola-se após a conquista de uma cidade na Britânia, ilha que o exército romano, invandiu recentemente e tenta conquistar, de forma a expandir o seu, já vasto território.

O livro inicia-se com a descrição de uma tempestade e de um naufrágio, do qual sobrevivem duas crianças e dois adultos, sendo estes posteriormente capturados por uma facção mais "negra" de Druidas.
Seria isto algo comum nestes dias, não fossem, estas duas crianças e um dos adultos, os filhos e esposa do general que está a comandar a Segunda Legião, na invasão da Britânia.

É este incidente que dá assim o mote para o desenrolar da acção ao longo do livro. A captura e a chegada da informação aos ouvidos do general e a estratégia que é desenvolvida para os recuperar, sendo que no meio disto tudo, quem são os dois soldados chamados para tamanha tarefa? Nada mais nada menos, que Cato e Macro. Os dois embarcam assim numa missão quase impossível, na qual têm de se infiltrar em território inimigo, encontrar os filhos e esposa do general e se possível resgatá-los.

Ao longo do livro acompanhamos assim a vida destes dois soldados e as peripécias e perigos, que estes passam.
A descrição das batalhas está bem conseguida, dando-nos uma imagem da confusão, destruição e morte presentes durante os conflitos que ocorrem, sem no entanto, existir uma descrição excessiva que poderia quebrar um pouco o ritmo frenético a que os combates se desenvolvem.

A organização do exército romano também é descrita de uma forma objectiva e clara, sendo assim possível transmitir sucintamente a forma como o melhor e mais bem treinado exército da altura se organizava.
Em termos de história, o autor fez uma boa investigação e consegue assim transmitir determinados conhecimentos de um forma simples e concisa, sem afectar o desenrolar da história.
Pessoalmente gostei mais da parte final do livro, em que a acção se estava a desenrolar a um ritmo mais rápido, do que no início, em que muitas partes importantes da acção surgem a um ritmo um pouco lento

Em relação à descrição das personagens e dos seus sentimentos e emoções, o autor consegue criar um laço entre as mesmas e o leitor, dando a conhecer algumas das suas reflexões e sentimentos.
A narração da história é fluída, no entanto, tem algumas partes mais "mortas" e que quebram um pouco o ritmo, sendo às vezes um pouco aborrecidas. No entanto, é um livro bom e que se lê rapidamente dado o seu pequeno tamanho.

Resumindo, este é um livro que aconselho apenas a quem goste desta época da história (época romana) e goste de romances históricos, uma vez que o tipo de história e a acção não irá agradar a qualquer leitor. Quem tiver interesse e gostar deste género, este é um livro razoavelmente bom, de leitura rápida e agradável.


Nota final: 6/10

domingo, 8 de agosto de 2010

A Demanda do Visionário

ATENÇÃO: Pode conter spoilers!!


Título original: Assassin’s Quest (2ª parte)

Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emer­gên­cia
Nº de Páginas: 480

Sinopse: "O ver­da­deiro rei dos Seis Duca­dos desa­pa­re­ceu numa mis­são mis­te­ri­osa em busca dos Anti­gos para sal­var o reino da ame­aça dos Navios Ver­me­lhos. O seu irmão usur­pa­dor está deter­mi­nado a impor uma tira­nia cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a pró­pria morte.
Fitz sabe que a única forma de por fim ao rei­nado do prín­cipe usur­pa­dor é ini­ciar uma demanda em dire­ção ao reino das Mon­ta­nhas onde irá des­co­brir a ver­dade sobre as pro­fe­cias do Bobo. Mas a sua mis­são enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a pre­ci­pi­tar a sua alma para a beira do abismo.
Con­se­guirá resis­tir à magia e ainda enfren­tar os obs­tá­cu­los que sur­gem à sua demanda?"


Este último livro inicia-se precisamente onde o livro anterior acabou, dado que o livro original foi dividido em dois, e este corresponde à segunda parte.
Neste livro vamos reencontrar determinadas personagens sobre as quais nada se sabia desde o último livro, entre as quais Kettricken, o Bobo e finalmente iremos saber o verdadeiro destino de Veracidade.
É na companhia do Bobo, da Kettricken e de outros duas personagens Panela e Esporana que Fitz parte em busca de Veracidade, o qual partiu em busca dos Antigos, de forma a conseguir auxiliar o seu povo na luta com os Navios Vermelhos.

Neste livro a autora mantém o seu estilo característico. Continua a manter o foco no pensamento de Fitz, personagem que acabamos por conhecer bastante bem e começar até, a nutrir alguns sentimentos acerca do seu destino.
Em certas partes a história desenrola-se muito lentamente, sem grande progresso, no entanto a autora aproveita este tempo morto de forma astuta, dando-nos a conhecer melhor as dúvidas e crises de Fitz, e acabando as partes "mortas" por serem lidas com prazer.

Robin Hobb mantém assim a sua escrita interessante e desperta a curiosidade em cada capítulo, fazendo-nos querer ler mais, acabando o livro por ser lido com uma rapidez considerável.

No entanto, pessoalmente, não gostei muito do desfecho que a história teve e da forma como o final foi apresentado. Neste livro ao contrário de muitos outros, em que os "heróis" têm sempre um final mais ou menos feliz, neste passam por bastantes dificuldades e o final nem sempre é o melhor.
Achei o final apressado, e gostaria que a autora se tivesse prolongado um pouco mais na forma como os Navios Vermelhos foram vencidos e na razão para terem feito o que fizeram.
Mas o ponto que menos gostei foi o destino final que a autora atribuiu a Fitz depois de tudo o que passou achei que merecia melhor, pois todos arranjaram um final consideravelmente feliz, e a Fitz pareceu-me a mim que lhe deu um ar de resignado, aceitando a sua condição solitária sem grandes problemas. Gostaria que tivesse sido dado a Fitz um final mais feliz, na companhia de alguém e a ter a vida pacifica que gostaria, não uma vida de ermita afastado de tudo e todos os que tinham sido importantes.

No entanto não retiro mérito à autora pela excelente saga que escreveu, que me cativou do primeiro ao último livro.
Fico também agradecido à Saída de Emergência por ter apostado nesta saga, e os meus parabéns ao tradutor Jorge Candeias pela excelente tradução (já com o novo acordo ortográfico).

Fica assim o meu conselho para lerem esta saga que não se irão arrepender.

Nota final: 9/10

domingo, 25 de julho de 2010

O Exército Perdido

Bem após uma ausência prolongada, devido à pouca disponibilidade para ler livros, estou de volta com mais uma análise ao livro que estive a ler durante este tempo todo. Não por ser aborrecido, mas simplesmente porque o trabalho não me permitiu.


Título original: L'Armata Perduta

Autor: Valerio Massimo Manfredi
Tradução: José J.C. Serra
Editora: Porto Editora
Nº de Páginas: 448

Sinopse: "Xenofonte não foi apenas o biógrafo de Sócrates, foi também o comandante militar da famosa Retirada dos Dez Mil. Esta é a sua história - e a história de uma mulher que, por amor, tudo abandonou...
A vitória não é o único caminho para a glória. Ano 401 a.C. - Trinta anos de guerra entre Esparta e Atenas levaram a Grécia ao limite das suas forças. Nesse momento de profunda crise, Ciro, irmão do imperador persa Artaxerxes, decide reunir um enorme exército de mercenários gregos, que passará à História como o "Exército dos Dez Mil". Ainda que tenha anunciado que o seu propósito era combater tribos rebeldes, o verdadeiro objectivo desta marcha de três mil quilómetros continua a ser um dos grandes enigmas da Antiguidade. Depois da morte de Ciro numa batalha, os mercenários ficaram abandonados à sua sorte num território que lhes era hostil. Pouco depois, os chefes gregos seriam aniquilados numa emboscada. Xenofonte, um culto guerreiro ateniense, toma o comando da fracassada expedição e empreende o regresso à pátria. A seu lado, sempre, uma figura de mulher: Abira, a jovem que tudo abandonou para o seguir.
O Exército Perdido narra a épica aventura dos Dez Mil e, simultaneamente, a história de um amor incondicional que nunca vacilou diante das maiores adversidades."


Neste livro é nos dado um retrato verosímil da viagem de 10.000 mercenários, contratados por Ciro para destronar o seu irmão, Artaxerxes, Rei da Pérsia. Entre estes mercenários encontra-se um escritor grego Xenofonte, o qual é o responsável pela escrita de um diário com todos os passos desta épica jornada.

A história é nos contada por Abira, uma jovem que decide acompanhar Xenofonte nesta viagem. É através dela que ficamos a conhecer as diversas personagens, incluindo Xenofonte, e também através da qual ficamos a saber os perigos e obstáculos que estes 10.000 soldados tiveram de enfrentar. Desde o exército do rei persa, as montanhas habitadas por um povo hostil e Invernos rigorosos, tudo nos é explicado por esta rapariga, que o que tinha a menos em força física compensava com uma força interior, sendo o seu esforço e dedicação equivalente ao dos soldados que por tantas provações passaram.

O autor aproveita assim este livro para tentar explicar e justificar determinadas acções e acontecimentos ocorridos durante esta longa marcha, dado que o relato história tem omissões importantes, é nos assim apresentada uma hipótese para o que realmente aconteceu. É um livro bastante detalhado em relação ao percurso, batalhas e dia-a-dia do exército. As intrigas políticas estão bem patentes ao longo da história, sendo que a posição de Esparta em relação à Pérsia é a mais focada. O romance de Abira e Xenofonte está bem realçado ao longo da história, sendo esse aliás a principal razão para Abira nos contar a sua história, dado que foi por amor que esta abandonou tudo e o seguiu nesta aventura.

O autor no final refere também que a história deste livro foi fruto de uma intensa pesquisa, tendo o próprio feito 3 expedições de forma a reconstituir o percurso feito pelo exército, é assim um livro com uma base histórica bastante verosímil e fiel, ao conhecimento que existe acerca desta marcha.

Resumindo é um livro com uma leitura agradável e interessante, sendo no entanto, especialmente recomendado para quem gosta de romances históricos passados nesta época. É também um livro com um suporte histórico bem suportado e portanto quem tem curiosidade de saber um pouco mais acerca deste acontecimento e gosta de romance, é o livro ideal.

Nota final: 7/10

sábado, 3 de abril de 2010

A Vingança do Assasino



Título original: Assassin's Quest (1º metade)

Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 441

Sinopse: "FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis. Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel…"

No livro anterior Fitz é salvo da morte recorrendo ao uso da Manha. Morto para o mundo exterior cabe a Breu e Castro, os únicos que sabem o que realmente aconteceu, voltar a "reanimá-lo". Passando tanto tempo na pele de lobo, Fitz tem de aprender novamente a comportar-se como uma homem e a cuidar de si, sendo a Castro que cabe a tarefa de o ensinar. Sempre acompanhado pelo seu lobo Fitz começa assim a reaprender a ser humano e a comportar-se como tal.

Após um longo período de readaptação Fitz começa a planear vingança contra o responsável pelo que lhe aconteceu. Por ter perdido tudo aquilo que estimava e por lhe ter sido roubada a "vida".
Dividido pelo desejo de vingança para com Majestoso e pela vontade de procurar Veracidade, Fitz vive assim na dúvida do que deverá fazer.
No entanto nem tudo são obstáculos no caminho que Fitz decide seguir, encontrando ajudas preciosas e inesperadas.
Contudo, Majestoso acaba por descobrir que Fitz está vivo e lança uma verdadeira caça ao homem, sendo que a já de si difícil demanda a que se propôs, se torna ainda mais complicada.

Robin Hobb apresenta-nos assim mais um livro do mesmo estilo dos anteriores, com uma boa escrita, envolvente e deixando-nos a curiosidade aguçada para o próximo livro.
Neste livro dado que Fitz se aventura sozinho, a interacção com outras personagens é muito menor do que nos livros anteriores, sentido-se assim falta das personagens às quais já estávamos habituados e com as quais Fitz tinha os laços mais próximos.
Este é um livro mais focado nos sentimentos e pensamentos de Fitz, dado que a sua solidão lhe permite reflectir melhor.

Estamos assim perante mais um grande livro desta autora que nos cativa do início ao fim, com momentos imprevisíveis(outros um pouco previsíveis) mas em resumo a qualidade a que ficamos habituados dos livros anteriores está patente neste. A descrição dos sentimentos e emoções das personagens continua muito boa, permitindo-nos estabelecer uma ligação cada vez mais próxima com as personagens que vão surgindo ao longo da história e principalmente com Fitz Cavalaria.

Aguardo ansiosamente pelo próximo e último volume.


Nota final: 8/10

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Nome do Vento


Título original: The Name of the Wind

Autor: Patrick Rothfuss
Tradução: Renato Carreira
Editora: Gailivro
Nº de Páginas: 976

Sinopse: "Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias. Contada de forma elegante e enriquecida com vislumbres de histórias futuras, esta "autobiografia" de um herói rica em detalhes é altamente recomendada para bibliotecas de qualquer tamanho."



Já tinha visto este livro por diversas vezes nas livrarias, mas nunca me tinha chamado muito a atenção, tanto pelo tamanho como pelo seu título e sinopse. No entanto depois de ter visto em vários blogues boas opiniões acerca deste livro e como o género se enquadra na fantasia (o meu preferido) decidi arriscar e ler o livro.

Tinha lido alguns comentários que comparavam este livro com Harry Potter... No entanto, a única "semelhança" que posso encontrar é o facto de a personagem principal deste livro ingressar na Universidade para desenvolver e aprofundar certos conhecimentos, o que pouco tem a ver com a Escola de Hogwarts do Harry Potter, de resto não vejo mais nenhuma "semelhança".

O tamanho deste livro pode assustar qualquer um... Quase 1000 páginas fazem muitas pessoas pensar duas vezes, dado que não é cómodo de transportar, demora tempo a ler, entre outros... No entanto se essa for a vossa única razão para não o comprarem digo-vos desde já que a devem colocar imediatamente de parte, pois o livro (excepto algumas partes mais aborrecidas, que são poucas a meu ver) está muito bom e aconselho vivamente a ler quem gosta de fantasia com um toque assim de misterioso e "dark".


A história do livro baseia-se na vida de Kvothe, um "estalajadeiro" (pelo menos no presente) que aquando da chegada de um Cronista acede ao seu pedido de contar a sua história. A partir daqui e nos próximos livros, vai-se perceber como Kvothe chegou a "estalajadeiro" e tudo o que ocorreu na sua vida até está etapa. Neste livro é nos falado acerca da sua trupe dos Edema Ruh e da sua entrada na Universidade, há muitos mais acontecimentos pelo meio importantes de referir, contudo não é do meu interesse revelar factos que possam acabar com certos mistérios na história. Kvothe alerta o Cronista que precisará de três dias para contar a sua história, correspondendo este livro ao primeiro dia.


Ao longo da história Kvothe vai descrevendo os encontros com diversas personagens, no entanto, aquelas que me deixaram mais interessado foram aquelas que ele menos descreveu como Bast o seu amigo e Mestre Elodin (pela sua atitude peculiar, se lerem o livro irão perceber). Denna fiquei curioso para saber que papel irá desempenhar no seu futuro, se é que irá desempenhar algum, no entanto, pelo que me foi dado a entender da leitura julgo estar correcto, ao acreditar que será importante.


A escrita do autor é muito boa e consegue-nos manter cativados a maior parte do tempo ao longo das quase 1000 páginas. Através da escrita o autor consegue-nos por em contacto com as emoções de Kvothe em relação a cada situação e a cada personagem, permitindo-nos assim entrar neste mundo por ele criado.

Em resumo é um livro que gostei bastante de ler e que aconselho a quem gosta de fantasia. Certamente que irei comprar os livros seguintes desta colecção pois fiquei bastante curioso para saber a continuação da história.


Nota final: 8/10

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

The Spook's Mistake


Título original: The Spook's Mistake

Autor:Joseph Delaney
Editora: Red Fox (2009)
Nº de Páginas: 480
Linguagem: Inglês

Sinopse: "
As danger increases in the County, Tom is sent far north by his master to be trained by Bill Arkwright, another Spook. Arkwright lives in a haunted mill on the edge of a treacherous marsh and his training methods prove to be harsh and sometimes cruel. But he has toughened up many previous apprentices and now he must do the same for Tom and prepare him for the gravest dangers of his life.

But when the Fiend sends his own daughter, the ancient powerful water witch Morwena, to destroy Tom, Arkwright makes an error of judgement and Tom finds himself facing his enemies alone. The Spook and Alice realising his danger, hasten to his aid but will even their combined strengths suffice in the face of such terrible dark power? And what is the Spook's mistake, the consequences of which might give final victory to the dark?"


Este é o quinto livro da saga "The Wardstone Chronicles". É um livro mais orientado para o público juvenil, no entanto, não é algo que me faça gostar menos. Comecei a ler a saga por mera curiosidade e sendo sincero não tendo grandes expectativas, mas os livros acabaram por me surpreender pela positiva, e o enredo apesar de não ser muito complexo, conseguir cativar-me em todos os livros que li até agora. Em todos os livros acompanhamos a vida do jovem aprendiz Tom, sendo a história relatada na primeira pessoa e de uma perspectiva passada, ou seja, é como se estivessemos a ler o "diário" de Tom, que relata o que lhe aconteceu.

Neste livro Tom é enviado para o norte para ir ter com Bill Arkwright, de forma a continuar a sua aprendizagem. No entanto o que seriam simplesmente 6 meses de treino, acabam por se complicar, e a vida de Tom e dos seus companheiros é posta em risco.
A história vai-se tornando mais "dark" a cada livro, e cada vez mais vou gostando desta história. Tal como disse não é nada de rebuscado, mas o escritor tem uma forma de a transmitir que me cativa.

Não há muito mais que possa dizer sobre estes livros, basicamente baseiam-se numa luta entre o mal e o bem, existem feiticeiros (spook), penso eu que seja a tradução correcta, bruxas e outras criaturas. São livros pequenos que se lêem rapidamente e de leitura agradável.

Nota final: 7/10

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Corte dos Traidores

Cá estamos novamente, o primeiro post de 2010. Após uma bela passagem de ano (espero que a vossa também tenha sido), estou de volta para continuar a dar a minha opinião sobre os livros que vou lendo.

Espero que 2010 seja um ano excelente para todos nós, com tudo do bom e do melhor. E se possível com uns quantos livros à mistura.

Já acabei este livro à mais tempo mas só agora consegui dedicar
tempo para escrever um pouco sobre ele.




Título original: Royal Assas­sin

Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência (2009)
Nº de Páginas: 368


Sinopse: "Os Seis Duca­dos estão mais vul­ne­rá­veis do que nunca. Enquanto o prín­cipe her­deiro com­bate os Navios Ver­me­lhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfra­quece a cada dia com uma mis­te­ri­osa doença e ban­dos de For­ja­dos dirigem-​se para Torre do Cervo matando todos pelo cami­nho.
Mais uma vez, Fitz é cha­mado para ser­vir como assas­sino real. Mas o jovem esconde outro segredo: nin­guém pode saber que for­mou um vín­culo com um jovem lobo atra­vés da magia proi­bida da Manha e, se for des­co­berto, arrisca-​se a uma sen­tença de morte.
Quando o prín­cipe her­deiro embarca numa peri­gosa mis­são para pôr fim à ame­aça dos Navios Ver­me­lhos, a corte é entre­gue nas mãos do prín­cipe Majes­toso que tem os seus pró­prios pla­nos maqui­a­vé­li­cos para o reino. Cabe ao jovem bas­tardo pro­te­ger o ver­da­deiro rei numa corte pres­tes a reve­lar a face dos trai­do­res num clí­max memorável."

Este livro é uma continuação do livro anterior dado que na edição portuguesa o livro foi dividido em duas metades, daí que o final do livro anterior seja abrupto e o início deste não tão suave como seria de esperar se fosse só um livro. Começa onde o anterior acaba, como seria de esperar.

Neste livro tal como o nome indica foca-se mais nas intrigas na corte do Rei Sagaz. Estando o Rei doente e cada vez mais enfraquecido e com o Rei Expectante em busca dos Antigos, Fitz vê-se isolado na corte, que é agora controlada por Majestoso sem problemas de maior, dado que todos os que lhe poderiam fazer frente não se encontram presentes ou capazes.

Os ilhéus continuam a assolar os Seis Ducados e a razão pelo qual o fazem continua uma incógnita, espicaçando a curiosidade do leitor, pois nestes três livros ouvimos falar tantas vezes deles mas ainda nunca se soube quem está por detrás dos ataques e o porquê. As dúvidas em relação aos "Forjados" continuam, sem que ninguém consiga dar uma explicação. E é neste clima que a acção se vai desenrolar dentro do Castelo de Torre de Cervo. Com Sagaz incapaz e Veracidade longe , Majestoso começa assim a por em prática os seus planos. A tudo isto assiste Fitz sem nada poder fazer, dado o juramento que fez ao seu rei de que não trairia ninguém da linhagem Visionário, nem mesmo Majestoso.

Estando sozinho, só com a ajuda de Breu, Castro, Paciência e Kettricken e do misterioso Bobo, Fitz poderá ter alguma hipótese de sobreviver a esta teia de intrigas e conspirações.

Mais uma vez fiquei completamente cativado pelo desenvolvimento do enredo, não conseguindo parar de ler muitas vezes, dado que a curiosidade em saber o que se passaria a seguir era tanta, que dava por mim a deitar-me a horas menos próprias.

Esta saga foi assim uma descoberta feliz da minha parte, estes livros já me tinham chamado a atenção, mas tinha deixado a sua compra sempre para segundo plano, no entanto assim que comecei a ler o primeiro fiquei completamente "viciado" e assim que estava quase a acabar um, já andava a procura do próximo para comprar. Assim espero ansiosamente pela saída do próximo livro, pois o final deste deixou-me com muita curiosidade para saber o que ai vem a seguir.

A forma como a autora narra a história na primeira pessoa é muito bem conseguida, dando-nos a sensação de que está mesmo a viver a acção, e conseguindo também arrastar o leitor consigo para o mundo do fantástico. Estes estão entre os livros que mais gostei de ler sem dúvida e entre aqueles que mais me cativaram também.

Concluindo mais um excelente livro, mas após dois livros de grande qualidade este só poderia seguir o mesmo caminho. No entanto deixo aqui um destaque para o final do livro, dado que foi um dos mais bem conseguidos a meu ver dos livros que li até agora. Deixa-nos uma curiosidade extrema de saber o que acontecerá no próximo livro, tal é a forma como acaba.

Nota final: 9/10

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!!!




Desejo a todos um feliz natal e que tenham tudo de bom!

Ah já agora que recebam muitos livros hoje =)

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Punhal do Soberano

Título original: Royal Assassin

Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência (2009)
Nº de Páginas: 384


Sinopse: "Fitz mal escapou com vida à sua primeira missão como assassino ao serviço do rei. Regressa a Torre do Cervo, enquanto recupera do veneno que o deixou às portas da morte, mas a convalescença é lenta e o rapaz afunda-se na amargura e dor. O seu único refúgio será a Manha, a antiga magia de comunhão com os animais, que deve manter em segredo a todo o custo. Enquanto recupera, o reino dos Seis Ducados atravessa tempos difíceis com os ataques sanguinários dos Navios Vermelhos. A guerra é inevitável e preparam-se frotas de combate para enfrentar o inimigo, mas o rei Sagaz não viverá por muito mais tempo. Sem os talentos de Fitz, o reino poderá não sobreviver. Estará o assassino real à altura das profecias do Bobo que indicam que o rapaz irá mudar o mundo?"


Neste segundo volume da saga, continuamos a acompanhar a vida de Fitz e o seus progressos na adaptação à vida de assassino e de homem do rei. O livre começa com o regresso de Fitz a Torre de Cervo. Para além de possuir dotes para o Talento, Fitz possui ainda outra capacidade, o uso da Manha, um poder que lhe permite estabelecer laços e comunicar com os animais. Neste livro assistimos ao desenvolver destas habilidades e ao aumento da sua perícia como assassino. Também é iniciado um romance com Moli, uma amiga de infância, pela qual Fitz já nutria sentimentos há bastante tempo. Entretanto os ataques dos Navios Vermelhos continuam, e por conseguinte a busca de uma solução para o problema também. O número de Forjados vai aumentando, começando a representar um possível perigo para o reino e exigindo uma solução por parte de Veracidade, para acabar com este flagelo.

Assim este livro funciona como uma espécie de transição para acontecimentos mais importantes no futuro, dado que assistimos ao desenvolver de relações e de estratégias. Uma vez que o enredo neste livro se foca principalmente na vida em Torre de Cervo e na forma como Fitz gere as suas responsabilidades e relações assistimos à sua tentativa de conciliar todas as suas relações e conseguir cumprir o seu papel em todos para com Moli, a sua amada; Veracidade, o seu rei expectante; Sagaz, o seu rei; Kettricken, a sua rainha expectante; Castro; Breu; Bobo, Lobito, o seu novo companheiro e ainda lidar e estar atento aos estratagemas de Majestoso.

Estamos perante um livro com o mesmo estilo de escrita do primeiro, cativante e emocionante, no entanto a acção é menor, o que como ja referi se deve principalmente ao facto de ser um volume de transição e portanto estar apenas a localizar-nos no tempo e espaço da história. No entanto a escritora continua a escrever de uma forma entusiasmante, que nos faz sempre desejar por saber o que acontecerá a seguir, daí que o livro se leia em pouco tempo dada a curiosidade que em nós desperta. Mais uma vez a autora consegue com a sua escrita dar-nos a ilusão de que fazemos parte da história e não de que somos apenas espectadores de determinados acontecimentos. Isto é importante pois consegue cativar o leitor e provocar uma emersão na história, possibilitando assim que consigamos desenvolver determinados laços pelas personagens com que Fitz lida, começando a sentir determinados sentimos acerca da forma como cada uma age.

Mais um excelente livro de Robin Hobb e espero ansiosamente por comprar o terceiro volume, pois a vontade de o ler é enorme.

Nota final: 8/10

sábado, 28 de novembro de 2009

Aprendiz de Assassino

Título original: Assassin's Apprentice

Autor: Robin Hobb
Tradução: Orlando Moreira
Editora: Saída de Emergência (2009)
Nº de Páginas: 400


Sinopse:
O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.


Neste livro acompanhamos a história de Fitz, um bastardo de um príncipe e detentor de um Talento especial, a partir do momento em que ele é entregue à família Real. Isolado e afastado de todos por ser bastardo, Fitz enfrenta uma vida um pouco difícil, no entanto, com a ajuda de determinados companheiros e amigos que arranja, consegue superar diversas situações, nomeadamente Castro e Breu.
Sendo Fitz bastardo de um príncipe, compromete-se com o Rei Sagaz a obedecer-lhe e a jurar-lhe lealdade, em troca de protecção e um lar. Sagaz ordena que ele seja instruído nas artes do assassínio para que assim possa cumprir determinadas missões que só alguém do seu estatuto poderia cumprir. Sendo visto como uma ameaça por alguns, Fitz será no entanto a chave para a sobrevivência do reino quando salteadores bárbaros atacam as costas. É enviado então numa missão que o envolverá num ninho de intrigas e conspirações, e que só a sua astúcia e força de vontade o poderão ajudar.

Apesar de no início a acção ser um pouco nula, penso que é importante esta paragem pois permite-nos enquadrar e conhecer melhor Fitz e as personagens mais importantes e como é a sua vivência. Penso que a escritora conseguiu conciliar muito bem os momentos de acção com os momentos mais parados. As descrições não são excessivas, conseguindo fazer com que o cenário e o que acontece seja facilmente perceptível para o leitor.

A história é conta na primeira pessoa, com descrições boas, e um enredo que nos cativa e desperta a curiosidade tanto mais quanto mais lemos e avançamos na história. Robin Hobb, conta-nos assim a história de Fitz à medida que este cresce, conseguindo mostrar quase na perfeição a forma como este vai crescendo e ficando mais maduro, tanto de atitude como de pensamento e os laços que vai estabelecendo com as personagens. Outro facto especial neste livro, é que a autora consegue demonstrar na perfeição os laços que se podem estabelecer entre animal e homem.
É também importante referir que a forma como a história das personagens é contada, consegue fazer com que estabeleçamos laços com elas e comecemos a sentir quase aquilo que elas sentem e até mesmo a criar determinados sentimentos em relação a elas.

Foi o primeiro livro que li desta autora, mas no entanto gostei bastante e já comprei o segundo volume(o qual me encontro a ler neste momento) e assim que acabar penso adquirir o terceiro volume.

Nota final: 8/10

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Mar de Ferro


Título original: A Feast for Crow (2ª parte)

Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência (2009)
Nº de Páginas: 336


Sinopse: "Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?
Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo?
A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?"


Acabei ontem de ler o oitavo livro desta grande colecção. Este livro é a segunda parte do livro em inglês "A Feast for Crows". Tal como na primeira parte, a história desenrola-se à volta de personagens que estiveram mais apagadas em livros anteriores, e "esquece" as que desempenharam papéis muito importantes nos acontecimentos passados. Deixando-nos com a curiosidade bastante aguçada em relação ao que terá sucedido com elas.

Até neste livro são algumas as personagens em que o último capítulo que lemos delas nos deixa bastante curiosos e com uma vontade enorme de descobrir o que afinal aconteceu. Não irei revelar quais, como é óbvio, mas fica aqui o chamariz para lerem este livro( e todos os outros) pois são sem dúvida uma das obras primas da fantasia.

Este livro foca-se mais nos acontecimentos passados em Porto Real(principalmente), é claro que também são abordadas outras zonas mas não tão intensamente. Algumas situações pedentes do livro anterior são terminadas aqui, e novas surgem para desenvolver nos livros vindouros.

Cada livro de George R.R. Martin é fenomenal(a meu ver) mas cada um à sua maneira, enquanto uns deslumbram em termos de acção e acontecimentos marcantes, outros devem a sua marca ao desenvolvimento de personagens e acontecimentos mais secundários, mas que não deixam de ter um impacto na história. "Mar de Ferro" é um destes livros em que o autor dá mais importância à diplomacia por assim dizer, e ao delinear de esquemas após a época de combates mais violentes.

Para variar "devorei" o livro, sentido sempre necessidade de ler mais e mais, até não ter mais nada que ler. Agora tendo em conta que esta foi a última livro traduzido dos já editados, teremos de esperar bastante para que George R.R. Martin se decida a lançar "A Dance with Dragons" que está prevista para Outubro 2010(isto se se cumprir, que não tem vindo a ser o caso, pois o livro tem sido constantemente adiado). Mas com uma obra de tão grande qualidade acho que vale a pena a espera.


Nota final: 8/10

sábado, 26 de setembro de 2009

Bones of the Hills


Título: Bones of the Hills
Autor:
Conn Iggulden
Editora
: Harper; Paperback Edition, First Printing edition
Lingua
: Inglês
Nº de Páginas: 560


Sinopse: "`I am the land and the bones of the hills. I am the winter.'

Genghis Khan is the powerful leader of a nation united from the tribes and victorious in the long war against the Chin, the Mongolians' ancient fow. But now trouble arises from another direction. His embassies to the west are rebuffed, his ambassadors killed or mutilated.

So Genghis and his armies, led by his brothers and trusted generals, embark on their greatest journey, through present day Tibet, Iran and Iraq and on to the shores of the Mediterranean. Conquering city after city, one empire after another, by battle, by the siege warfare they have learnt from the Chin, by fear and by persuasion, the Mongolian power stretched over the entire region.

Genghis Khan conquered a greater empire than any other man. This achievement was made even more extraordinary as during these years, over these campaigns, his sons as well as his brothers were vying for his favour, for the right to lead the most successful of his armies, to bring in the greatest conquests, to achieve the succession.

He had already proved himself a great warrior. Now the challenge is to show himself as an outstanding ruler for his people and that rare leader, one who can manage his succession."


E assim termina esta trilogia acerca da vida de Genghis Khan. Não é uma biografia com todos os pormenores e momentos marcantes de Genghis, mas sim um livro que narra uma história na qual são incluídos determinados pormenores verídicos.

A narrativa mantém o mesmo estilo dos livros anteriores, sendo cativante e aliciante, o que muitas vezes faz com que a leitura se prolongue só para saber o que irá acontecer a seguir.

Neste último livro, Genghis Khan domina um já um grande império, mas apesar de tudo é desafiado e acaba por partir novamente à conquista e destruição de novos territórios, neste caso dos territórios árabes. Ao mesmo tempo tem de lidar com os problemas da sucessão, sabe que não é imortal e que um dia irá partir, e deseja que deixar a sua marca e que o seu sucessor mantenha o estatuto que Genghis Khan deu ao seu povo.

E a partir daqui se desenvolve a história. O autor continua a não quebrar as expectativas, apresentando mais um bom livro, no seu estilo e género e sem desiludir.
Conn Iggulden já sendo um dos meus autores preferidos, mantém assim a sua posição com esta trilogia. Comecei com a tetralogia acerca da vida de César e ficando cativado pelo seu estilo de escrita, aventurei-me nestes e não fiquei desiludido, pelo contrário, gostei e aconselho a quem gosta de livros históricos, mas não aborrecidos e com um enredo bastante bom, uma linguagem acessivel e descrições adequeadas às situações, nem muito extensas, nem muito pequenas, mas sim "perfeitas" para nos enquadrarmos no ambiente que o autor cria.

Nota final: 8/10

domingo, 13 de setembro de 2009

O Véu da Revelação


Título: O Véu da Revelação
Autor: Chris Wooding
Editora: Editorial Presença
Data 1ª Edição: 03/03/2009
Nº de Páginas: 404

Sinopse: " Este é volume final da trilogia A Teia do Mundo, uma epopeia fantástica que se revelou uma das mais exóticas e originais do século XXI. Os títulos anteriores, Os Tecedores de Saramyr e A Tapeçaria dos Deuses criaram uma expectativa intensa pelo desenlace da história. O Véu da Revelação é justamente o culminar dos sangrentos conflitos que estão a destruir o Império. Os tenebrosos Tecedores controlam agora o trono e a capital está cheia de seres monstruosos e ávidos de sangue. Alguém terá de parar os Tecedores e descobrir o sinistro segredo que escondem nos labirintos da Teia. Só Kaiku e Lúcia, apoiados pelos resistentes, possuem as capacidades para liderar o combate, mas para isso terão antes de se confrontar com aquilo em que eles próprios se tornaram."


Vários anos após a publicação do segundo livro, a Editorial Presença decide então publicar o último livro da trilogia "A Teia do Mundo".
O facto de ter passado um longo período entre as publicações do segundo e terceiro volumes, dificultou-me um pouco a leitura em alguns aspectos, na medida em que determinados factos da história já não estavam bem patentes na minha memória.

Para quem não leu os livros anteriores irei tentar resumir a história.

A história passa-se num continente chamado Saramyr, dominado por um Império em que as famílias mais poderosas envolvem-se em jogos de poder e traição de modo a conseguirem obter maior poder. No entanto no meio deste jogo de interesses, existem aqueles que têm desejos muito mais ambiciosos e secretos, os Tecedores (homens que usam umas mascaras que lhes conferem determinados poderes, mas que mediante o seu uso, os vão levando à loucura).
Os Tecedores "infiltraram-se" no seio das famílias mais poderosas, na medida, em que se tornaram essenciais para a realização de tarefas menos dignas, como assassínios e espionagem.

No entanto, estes seres que actuam como servos têm eles o desejo de se tornar os mestres. E entre eles conspiram para atacar no momento certo. Até lá, vão perseguindo os aberrantes, seres humanos com características especiais, como por exemplo conseguir ter os mesmos poderes que os Tecedores mas sem uso da Mascara. Sendo assim considerados como um potencial perigo perante o domínio dos tecedores, estes são então perseguidos e mortos.

Este pequeno resumo é o inicio da história, não querendo revelar mais pois entro depois em "spoilers".

Ora a história neste último livro foca-se essencialmente em Kaiku e Lucia, duas aberrantes com determinados poderes e as quais combatem para vencer os Tecedores. Ao longo do livro vamos seguindo as aventuras, em especial de Kaiku, e esta vai notando o quanto tudo mudou desde o início da guerra.

Gostei bastante desta trilogia, a leitura é fácil, agradável e cativante. E a maior parte das vezes no final de cada capítulo ficamos sempre com uma certa curiosidade em saber o que vem a seguir.

Apesar de quando comecei a ler esta trilogia ser bastante novo, acho que é uma colecção que se adapta a todas as idades.

Em resumo, aconselho a leitura destes livros, penso que não ficarão desiludidos.

Nota final: 7/10

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Fado da Sombra


Título: O Fado da Sombra
Autor: Filipe Faria
Editora: Editorial Presença
Nº de páginas: 530


Sinopse:"Os deuses estão mortos, e a sua queda deixa Allaryia à beira de uma espiral de desordem e destruição. As sementes dos planos d´O Flagelo germinam em segredo, e Aewyre Thoryn e os seus companheiros são os únicos que estão cientes da insidiosa ameaça, bem como os únicos em condições de a combater. Dá-se então início a uma desesperada corrida contra o tempo, enquanto servos renegados de Seltor conspiram para levarem a cabo a queda de Ul-Thoryn. Uma ameaça de tempos imemoriais acerca-se entretanto da Pérola do Sul, ameaçando cortar pela raiz a resistência contra O Flagelo. Este é ponto de viragem da Oitava Era, após o qual nada será como dantes em Allaryia."




Após uma ausência de 2 meses, em que andei com este livro às voltas, não tanto por não estar a gostar mas pelo facto de ter andado bastante ocupado a minha disponibilidade para ler não era a maior, daí que só agora esteja a escrever a minha opinião acerca do livro.
Já o acabei à cerca de duas semanas mas como não tinha acesso à internet não pude escrever a minha análise.

Tenho seguido esta saga "Crónicas de Allaryia" desde que saiu o primeiro livro, o qual me cativou bastante. Para que não conhece, esta saga relata-nos as aventuras de Aewyre Thoryn que percorre Allaryia na tentativa de conhecer o destino do seu pai, acabando por se envolver na luta contra O'Flagelo e acabando por descobrir a eterna luta da Essência da Lâmina. Fiquei bastante entusiasmado com a história e com o enredo em si, tendo acabado por comprar todos os livros que saíram até agora desta saga. Ao longo desta podemos reparar na evolução da escrita por parte do autor, o qual tem vindo a consolidar a sua forma de escrita e a melhorá-la, notando-se descrições mais pormenorizadas e um enredo mais maduro. O escritor continua a manter o humor patente em algumas personagens, tendo momentos que despertam o riso no leitor.

Neste penúltimo livro da saga (a qual será constítuida por 7 livros), a história desenrola-se basicamente entre duas frentes uma em Ul-Thoryn e outra nas Fiordes.
Este livro traz poucos progressos para a história, salvo dois ou três acontecimentos mais marcantes, os quais não irei revelar. A meu ver este livro é mais uma espécie de preparação para o grande final do que outra coisa, pois ao longo do livro é fácil de reparar que é maior a quantidade de preparativos para algo vindouro do que propriamente acção pura e acontecimentos rápidos e com grandes consequências.

Apesar de no geral até ter gostado do livro, houve diversas coisas que desgostei e que penso que o autor poderia melhorar. Começo por referir o uso que o autor dá a palavras "caras" muitas das quais desconhecia a existência e apenas não recorri a um dicionário pois não o tinha comigo na altura, acabando por ter de deduzir dentro do contexto o seu significado. Penso que em livros de fantasia virados para um público mais jovem o uso destas palavras não terá sido a melhor escolha. Outra coisa que tenho a apontar é as descriçoes excessivamente pormenorizadas de alguns acontecimentos que juntamentos com o uso de palavras "caras" as torna bastante aborrecidas e penosas de ler, um exemplo desta situação é a descrição de um duelo que se prolonga por 16 páginas, praticamente pura descrição do combate sem diálogos, em que muitas das palavras aplicadas para descrever os golpes usados eu desconhecia, acabando por me confundir no meio de tanta descrição, acabando por reter muito pouco dessa luta.
Penso que o autor poderia melhorar estes dois pontos pois tornaria a leitura muito mais cativante.
Este uso de vocabulário mais rebuscado e descriçoes mais pormenorizadas tem-se vindo a acenturar no autor, dado que nos primeiros livros da série apesar de existirem já algumas partes assim, não tinha a extensão que tiveram neste livro.

Apesar destes factos que referi, até nem desgostei do livro, no entanto, acho que o escritor poderia ter tornado este livro no último se nos últimos 2/3 livros da série não tivesse empatado tanto a história com acontecimentos menos importantes. Noto já algum "enrolar" da história um pouco excessivo, em que não acontece praticamente nada na maior do livro de relevante.

Resumindo, para quem já leu os livros anteriores da saga, o estilo mantém-se e o livro antevê um grande final para esta saga, o desfecho deste livro é surpreendente e deixa-nos com bastante curiosidade para saber o que irá acontecer no próximo.

Nota final: 6/10

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Festim dos Corvos


Sinopse( contém spoilers): Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.
Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...


Depois de ter lido o fantástico livro "A Glória dos Traidores", era difícil ter expectativas que superassem a qualidade do mesmo. Depois de um livro em que aconteceram acontecimentos marcantes e a acção se desenrolou de uma forma rápida e praticamente sem paragens, "O Festim dos Corvos" traz-nos uma acalmia na história.

Os locais mais abordados neste livro, pouco ou nada apareceram nos restantes, e muitas das personagens que vinhamos a seguir atentamente nos anteriores, neste acabamos por nada saber delas, deixando-nos assim, em suspense, para os próximos livros.

Apesar da história continuar impecável e cativante, este livro tem algo de diferente, dado que nos centramos mais na trama politica, do que nas batalhas, também dada a qualidade do livro anterior, é difícil não ficar com uma certa vontade de algo mais... A meu ver este livro parece que "sabe a pouco" pois não nos esclarece acerca do destino das personagens mais marcantes que tínhamos vindo a acompanhar.

No entanto, não deixa de ser mais um excelente livro destas "Crónicas de Gelo e Fogo" e a qual se ainda não começaram a ler, não sabem o que estão a perder.

Nota final: 8/10

P.S: Atribui uma nota mais baixa que nos anteriores, não pela falta de qualidade do mesmo, mas sim por ter ficado como já referi, com um desejo de algo mais. Ansiava por saber mais e fiquei com o "desejo frustrado". Por esta razão atribui-lhe um 8, dado o pequeno desenvolvimento que houve neste livro da série.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Escriba


Sinopse: Alemanha, ano 799. Carlos Magno, em vésperas de ser coroado imperador do Ocidente, encarrega Gorgias, um ilustre escriba bizantino, da tradução de um documento de vital importância para o futuro da Cristandade. O trabalho deverá ser executado no mais absoluto segredo. Entretanto, Theresa, filha de Gorgias e aprendiz de escriba, é falsamente acusada de um crime e procura refúgio na cidade alemã de Fulda, perdendo o contacto com o pai. Aí, conhecerá Alcuino de York, um frade britânico que investiga uma terrível epidemia que assola a população. Quando Theresa é informada do desaparecimento misterioso de Gorgias, ela e Alcuino embarcam numa aventura inquietante para o encontrar e infiltram-se numa teia conspirativa de ambição, poder e morte, em que nada nem ninguém é o que parece e da qual depende o futuro do mundo ocidental.
Combinando o rigor histórico com uma prosa de ritmo trepidante, este romance de Antonio Garrido conduz o leitor por cidades, claustros e abadias medievais, num thriller apaixonante inspirado em factos reais.



Após umas quantas semanas sem comentar nenhum livro, pois confesso que ultimamente o meu tempo para a leitura foi em muito reduzido, mas lá me dediquei mais nestes últimos dias e assim acabei este livro.

A história decorre num período em que a Europa era dominada pelo imperador Carlos Magno, não tenho grandes conhecimentos acerca desta época (pelo menos que tenha certeza) e por isso não tinha criado expectativas em relação ao que poderia "encontrar".

Este livro acompanha a vida de Theresa que sonha ser um escriba, como o seu pai (Gorgias), vivendo a sua vida praticamente à volta dos livros, sem se interessar muito pelas tarefas que na altura seriam consideradas as que uma rapariga se deveria preocupar. Theresa vive na cidade de Wurzburgo, com o seu pai e a sua madrasta, até que acusada de um incêndio no local onde trabalhava, é obrigada a fugir, procurando refúgio na cidade de Fulda. Nesta cidade encontra-se por mero acaso com Alcuino de York, um frade que investiga uma estranha epidemia que assola a cidade de Fulda. E assim começa o enredo deste romance histórico.

As personagens deste livro cativaram-me pelo facto de considerar que foram bem descritas e o seu carácter bem explícito, sendo possível a identifação das mesmas com pessoas reais. A imprevisibilidade e "suspense" do enredo, prenderam-me em bastantas ocasiões dado que ficava sempre com curiosidade de saber o que iria acontecer. Apesar de existirem partes mais "mortas" durante a narrativa, e que a meu ver poderiam ter sido dispensadas, o mistério que se gera em torna da estranha epidemia e de um estranho pergaminho que Gorgias estaria a copiar, cativam o leitor.

Nota-se por parte do autor uma pesquisa extensa deste período da Europa, especialmente na forma de se confencionarem pergaminhos e à organização da sociedade nesta época. Gostaria apenas de salientar que o facto de o autor não dar grande detalhe à personagem de Carlos Magno pode ter sido uma menos valia para este livro, dado que me parece ser uma personagem de grande importância nesta época, no entanto, tendo em conta o enredo do livro talvez a escolha do escritor tenha sido adequada, dado que este não tem uma grande participação e influência no desenrolar dos acontecimentos.

Concluido, gostei de ler este livro, foi uma leitura agradável, apesar de em certos momentos ter sido um pouco maçadora. No entanto para quem gosta de romances históricos acho que é um bom livro para ser ler.


Nota final: 7/10

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Até que enfim...

Há uns tempos atrás escrevi aqui um post (http://literaturismos.blogspot.com/2008/11/chris-wooding.html) a relatar o facto de a Editorial Presença ter aparentemente esquecido uma triologia que tinha começado a traduzir, essa triologia tem o nome de "A Teia Do Mundo".

Ora no mês passado num passeio pela Fnac deparo-me finalmente com o terceiro livro... Após 4 anos de espera, dado que a 1º edição do 2º livro da triologia data de 2005, eis que a Editorial Presença decide finalmente lançar o 3º e último livro da série.

Dado o tempo que passou sem existir quaisquer noticias desta triologia, tinha para mim que teria de comprar o terceiro livro da série na sua língua original, mas eis que eles se lembram que ainda faltava lançar um livro.

O livro é o "O Véu da Revelação", o qual eu já adquiri pois quando começo uma colecção gosto de a completar.













Ora o que sucede agora é que após tantos anos, a forma como estava envolvido na história e os mistérios que "ansiava" por resolver, há muito que foram esquecidos, sendo que para ler este livro, terei de pelo menos ler algumas passagens dos dois livros anteriores para me conseguir situar novamente na história, sendo que será praticamente impossível estar tão dentro da história como estava há 4 anos atrás.

É pena que as editoras demorem tanto tempo a lançar as continuações de alguns livros, dado que o livro foi lançado na língua original em 2005, e só agora é que chegou a tradução, é um tempo bastante consideravél para uma triologia, da qual dois dos seus três livros já tinham sido traduzidos.