Mostrar mensagens com a etiqueta de Robin Hoob. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta de Robin Hoob. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Corte dos Traidores

Cá estamos novamente, o primeiro post de 2010. Após uma bela passagem de ano (espero que a vossa também tenha sido), estou de volta para continuar a dar a minha opinião sobre os livros que vou lendo.

Espero que 2010 seja um ano excelente para todos nós, com tudo do bom e do melhor. E se possível com uns quantos livros à mistura.

Já acabei este livro à mais tempo mas só agora consegui dedicar
tempo para escrever um pouco sobre ele.




Título original: Royal Assas­sin

Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência (2009)
Nº de Páginas: 368


Sinopse: "Os Seis Duca­dos estão mais vul­ne­rá­veis do que nunca. Enquanto o prín­cipe her­deiro com­bate os Navios Ver­me­lhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfra­quece a cada dia com uma mis­te­ri­osa doença e ban­dos de For­ja­dos dirigem-​se para Torre do Cervo matando todos pelo cami­nho.
Mais uma vez, Fitz é cha­mado para ser­vir como assas­sino real. Mas o jovem esconde outro segredo: nin­guém pode saber que for­mou um vín­culo com um jovem lobo atra­vés da magia proi­bida da Manha e, se for des­co­berto, arrisca-​se a uma sen­tença de morte.
Quando o prín­cipe her­deiro embarca numa peri­gosa mis­são para pôr fim à ame­aça dos Navios Ver­me­lhos, a corte é entre­gue nas mãos do prín­cipe Majes­toso que tem os seus pró­prios pla­nos maqui­a­vé­li­cos para o reino. Cabe ao jovem bas­tardo pro­te­ger o ver­da­deiro rei numa corte pres­tes a reve­lar a face dos trai­do­res num clí­max memorável."

Este livro é uma continuação do livro anterior dado que na edição portuguesa o livro foi dividido em duas metades, daí que o final do livro anterior seja abrupto e o início deste não tão suave como seria de esperar se fosse só um livro. Começa onde o anterior acaba, como seria de esperar.

Neste livro tal como o nome indica foca-se mais nas intrigas na corte do Rei Sagaz. Estando o Rei doente e cada vez mais enfraquecido e com o Rei Expectante em busca dos Antigos, Fitz vê-se isolado na corte, que é agora controlada por Majestoso sem problemas de maior, dado que todos os que lhe poderiam fazer frente não se encontram presentes ou capazes.

Os ilhéus continuam a assolar os Seis Ducados e a razão pelo qual o fazem continua uma incógnita, espicaçando a curiosidade do leitor, pois nestes três livros ouvimos falar tantas vezes deles mas ainda nunca se soube quem está por detrás dos ataques e o porquê. As dúvidas em relação aos "Forjados" continuam, sem que ninguém consiga dar uma explicação. E é neste clima que a acção se vai desenrolar dentro do Castelo de Torre de Cervo. Com Sagaz incapaz e Veracidade longe , Majestoso começa assim a por em prática os seus planos. A tudo isto assiste Fitz sem nada poder fazer, dado o juramento que fez ao seu rei de que não trairia ninguém da linhagem Visionário, nem mesmo Majestoso.

Estando sozinho, só com a ajuda de Breu, Castro, Paciência e Kettricken e do misterioso Bobo, Fitz poderá ter alguma hipótese de sobreviver a esta teia de intrigas e conspirações.

Mais uma vez fiquei completamente cativado pelo desenvolvimento do enredo, não conseguindo parar de ler muitas vezes, dado que a curiosidade em saber o que se passaria a seguir era tanta, que dava por mim a deitar-me a horas menos próprias.

Esta saga foi assim uma descoberta feliz da minha parte, estes livros já me tinham chamado a atenção, mas tinha deixado a sua compra sempre para segundo plano, no entanto assim que comecei a ler o primeiro fiquei completamente "viciado" e assim que estava quase a acabar um, já andava a procura do próximo para comprar. Assim espero ansiosamente pela saída do próximo livro, pois o final deste deixou-me com muita curiosidade para saber o que ai vem a seguir.

A forma como a autora narra a história na primeira pessoa é muito bem conseguida, dando-nos a sensação de que está mesmo a viver a acção, e conseguindo também arrastar o leitor consigo para o mundo do fantástico. Estes estão entre os livros que mais gostei de ler sem dúvida e entre aqueles que mais me cativaram também.

Concluindo mais um excelente livro, mas após dois livros de grande qualidade este só poderia seguir o mesmo caminho. No entanto deixo aqui um destaque para o final do livro, dado que foi um dos mais bem conseguidos a meu ver dos livros que li até agora. Deixa-nos uma curiosidade extrema de saber o que acontecerá no próximo livro, tal é a forma como acaba.

Nota final: 9/10

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Punhal do Soberano

Título original: Royal Assassin

Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência (2009)
Nº de Páginas: 384


Sinopse: "Fitz mal escapou com vida à sua primeira missão como assassino ao serviço do rei. Regressa a Torre do Cervo, enquanto recupera do veneno que o deixou às portas da morte, mas a convalescença é lenta e o rapaz afunda-se na amargura e dor. O seu único refúgio será a Manha, a antiga magia de comunhão com os animais, que deve manter em segredo a todo o custo. Enquanto recupera, o reino dos Seis Ducados atravessa tempos difíceis com os ataques sanguinários dos Navios Vermelhos. A guerra é inevitável e preparam-se frotas de combate para enfrentar o inimigo, mas o rei Sagaz não viverá por muito mais tempo. Sem os talentos de Fitz, o reino poderá não sobreviver. Estará o assassino real à altura das profecias do Bobo que indicam que o rapaz irá mudar o mundo?"


Neste segundo volume da saga, continuamos a acompanhar a vida de Fitz e o seus progressos na adaptação à vida de assassino e de homem do rei. O livre começa com o regresso de Fitz a Torre de Cervo. Para além de possuir dotes para o Talento, Fitz possui ainda outra capacidade, o uso da Manha, um poder que lhe permite estabelecer laços e comunicar com os animais. Neste livro assistimos ao desenvolver destas habilidades e ao aumento da sua perícia como assassino. Também é iniciado um romance com Moli, uma amiga de infância, pela qual Fitz já nutria sentimentos há bastante tempo. Entretanto os ataques dos Navios Vermelhos continuam, e por conseguinte a busca de uma solução para o problema também. O número de Forjados vai aumentando, começando a representar um possível perigo para o reino e exigindo uma solução por parte de Veracidade, para acabar com este flagelo.

Assim este livro funciona como uma espécie de transição para acontecimentos mais importantes no futuro, dado que assistimos ao desenvolver de relações e de estratégias. Uma vez que o enredo neste livro se foca principalmente na vida em Torre de Cervo e na forma como Fitz gere as suas responsabilidades e relações assistimos à sua tentativa de conciliar todas as suas relações e conseguir cumprir o seu papel em todos para com Moli, a sua amada; Veracidade, o seu rei expectante; Sagaz, o seu rei; Kettricken, a sua rainha expectante; Castro; Breu; Bobo, Lobito, o seu novo companheiro e ainda lidar e estar atento aos estratagemas de Majestoso.

Estamos perante um livro com o mesmo estilo de escrita do primeiro, cativante e emocionante, no entanto a acção é menor, o que como ja referi se deve principalmente ao facto de ser um volume de transição e portanto estar apenas a localizar-nos no tempo e espaço da história. No entanto a escritora continua a escrever de uma forma entusiasmante, que nos faz sempre desejar por saber o que acontecerá a seguir, daí que o livro se leia em pouco tempo dada a curiosidade que em nós desperta. Mais uma vez a autora consegue com a sua escrita dar-nos a ilusão de que fazemos parte da história e não de que somos apenas espectadores de determinados acontecimentos. Isto é importante pois consegue cativar o leitor e provocar uma emersão na história, possibilitando assim que consigamos desenvolver determinados laços pelas personagens com que Fitz lida, começando a sentir determinados sentimos acerca da forma como cada uma age.

Mais um excelente livro de Robin Hobb e espero ansiosamente por comprar o terceiro volume, pois a vontade de o ler é enorme.

Nota final: 8/10

sábado, 28 de novembro de 2009

Aprendiz de Assassino

Título original: Assassin's Apprentice

Autor: Robin Hobb
Tradução: Orlando Moreira
Editora: Saída de Emergência (2009)
Nº de Páginas: 400


Sinopse:
O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.


Neste livro acompanhamos a história de Fitz, um bastardo de um príncipe e detentor de um Talento especial, a partir do momento em que ele é entregue à família Real. Isolado e afastado de todos por ser bastardo, Fitz enfrenta uma vida um pouco difícil, no entanto, com a ajuda de determinados companheiros e amigos que arranja, consegue superar diversas situações, nomeadamente Castro e Breu.
Sendo Fitz bastardo de um príncipe, compromete-se com o Rei Sagaz a obedecer-lhe e a jurar-lhe lealdade, em troca de protecção e um lar. Sagaz ordena que ele seja instruído nas artes do assassínio para que assim possa cumprir determinadas missões que só alguém do seu estatuto poderia cumprir. Sendo visto como uma ameaça por alguns, Fitz será no entanto a chave para a sobrevivência do reino quando salteadores bárbaros atacam as costas. É enviado então numa missão que o envolverá num ninho de intrigas e conspirações, e que só a sua astúcia e força de vontade o poderão ajudar.

Apesar de no início a acção ser um pouco nula, penso que é importante esta paragem pois permite-nos enquadrar e conhecer melhor Fitz e as personagens mais importantes e como é a sua vivência. Penso que a escritora conseguiu conciliar muito bem os momentos de acção com os momentos mais parados. As descrições não são excessivas, conseguindo fazer com que o cenário e o que acontece seja facilmente perceptível para o leitor.

A história é conta na primeira pessoa, com descrições boas, e um enredo que nos cativa e desperta a curiosidade tanto mais quanto mais lemos e avançamos na história. Robin Hobb, conta-nos assim a história de Fitz à medida que este cresce, conseguindo mostrar quase na perfeição a forma como este vai crescendo e ficando mais maduro, tanto de atitude como de pensamento e os laços que vai estabelecendo com as personagens. Outro facto especial neste livro, é que a autora consegue demonstrar na perfeição os laços que se podem estabelecer entre animal e homem.
É também importante referir que a forma como a história das personagens é contada, consegue fazer com que estabeleçamos laços com elas e comecemos a sentir quase aquilo que elas sentem e até mesmo a criar determinados sentimentos em relação a elas.

Foi o primeiro livro que li desta autora, mas no entanto gostei bastante e já comprei o segundo volume(o qual me encontro a ler neste momento) e assim que acabar penso adquirir o terceiro volume.

Nota final: 8/10